Por que o preço do cobre não para de subir? A Telecam contextualiza o cenário mundial para você

Por que o preço do cobre não para de subir A Telecam contextualiza o cenário mundial para você

Olá, parceiro revendedor e distribuidor!

Temos acompanhado de perto um movimento que impacta todo o mercado de cabos e condutores: o preço do cobre. As cotações internacionais continuam em uma escalada impressionante e entender esse cenário é crucial para a saúde do seu negócio.

✨ A Importância Vital do Cobre

O cobre não é apenas um metal; ele é a espinha dorsal da era moderna. Na Telecam, sabemos que a excelência dos nossos produtos começa com a qualidade da matéria-prima. O cobre é insubstituível por suas propriedades: é o metal não-precioso com a melhor condutividade elétrica e térmica, além de ser altamente dúctil e resistente à corrosão.

Desde a infraestrutura de energia até a eletrônica, o cobre é fundamental. Ele é o coração dos cabos de rede, dos cabos elétricos de baixa e média tensão, e de tudo o que garante que a eletricidade e a informação cheguem onde precisam. É por isso que qualquer variação no seu preço ressoa em toda a cadeia de valor, incluindo os cabos Telecam que você distribui.

A relevância do cobre sofreu uma metamorfose de cunho estrutural, passando de um indicador cíclico para um vetor de crescimento tecnológico e sustentável. Grandes instituições financeiras e de análise de mercado têm reconhecido essa mudança. O Goldman Sachs, por exemplo, declarou o cobre como “o novo petróleo” em 2021. Esta analogia não se baseia na combustão, mas sim na sua função crucial como infraestrutura de inovação, alimentando a economia eletrificada do século XXI (OSITA, 2025).

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a demanda por cobre aumentará em mais de 66% no período de 2020 a 2040, em resposta direta à transição energética global. Essa disparidade sugere que a atual alta de preços não é uma bolha cíclica, mas sim um novo patamar estrutural de custo para a matéria-prima essencial do futuro (LUet al., 2024).

Além do mais, a NBR (Norma Brasileira –  conjunto de diretrizes técnicas criadas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas), por questões de qualidade, segurança, padronização e eficiência, exige que indústrias de cabo de segurança eletrônica, cabos industriais e especiais, como a Telecam, utilize como componente principal o cobre, assegurando assim cabos eficientes para a condução elétrica.

🌎 Então, o que está impulsionando essa alta?

A resposta é uma combinação de fatores globais, todos apontando para um aumento contínuo da demanda e uma oferta estagnada, com a recente adição de instabilidade na cadeia de suprimentos global:

  1. Transição Energética Global, Infraestrutura e Urbanização

O mundo está investindo pesado em energia limpa (carros elétricos, painéis solares, etc.), exigindo quantidades muito maiores de cobre. A demanda global de cobre está sendo impulsionada por compromissos políticos sem precedentes para mitigar as mudanças climáticas.

O objetivo de alcançar o Zero Emissões Líquidas até 2050 exige uma implantação maciça de tecnologias de eletrificação. Uma análise da S&P Global (2022) projeta que, para atingir essas metas, a demanda global por cobre terá que quase duplicar, saltando de 25 milhões de toneladas métricas para aproximadamente 50 milhões de toneladas métricas até 2035.

O estudo alerta que este aumento recorde na demanda, se não for acompanhado por uma oferta nova e oportuna, resultará em déficits de fornecimento descritos como “sem precedentes e insustentáveis”. A inevitabilidade dessa demanda, enraizada em metas governamentais (como o compromisso da COP28 de triplicar a capacidade global de energia renovável até 2030), garante um novo e mais alto piso de preço para o cobre no longo prazo, pois a escassez se torna um problema de política energética global (S&P Global, 2022; IRENA.ORG, 2024).

Além do mais, o crescimento e o desenvolvimento de infraestrutura e das cidades continuam a demandar grandes volumes de fios e cabos de cobre.

A tabela abaixo indica o aumento do preço do cobre, de acordo com a London Metal Exchange (LME), de 2025. As cotações do cobre são tipicamente rastreadas por bolsas de metais, como a LME, sendo os preços cotados em Dólar Americano por tonelada ou libra.

Tabela 1: Evolução do preço do cobre nas últimas semanas de 2025

Tabela 1: Evolução do preço do cobre nas últimas semanas de 2025
Fonte: LME (2025)

2.  Instabilidade crítica na Cadeia de Suprimentos

A oferta limitada de cobre foi drasticamente agravada por acidentes recentes e fatais nas principais regiões de mineração em 2025:

Indonésia: A mina de cobre e ouro de Grasberg, operada pela subsidiária local da Freeport-McMoRan, foi palco de acidentes fatais em setembro/outubro, com sete trabalhadores perdendo a vida devido a um desastre causado por um fluxo de lama.

Cazaquistão: Um desabamento em uma mina de cobre no Cazaquistão deixou sete mortos em fevereiro de 2025.

República Democrática do Congo (RDC): Um desabamento significativo em novembro de 2025 resultou em cerca de 30 a 32 mortes em uma mina de cobre e cobalto;

Peru: os problemas nas minas de cobre peruanas são um ciclo de tensões socioambientais e econômicas, onde a exploração mineral gera riqueza, mas também graves danos locais, enquanto o país busca equilibrar o desenvolvimento com a sustentabilidade e as necessidades de suas populações.

Estes trágicos eventos não apenas destacam os riscos inerentes à atividade de mineração, mas também causam paralisações operacionais, revisões de segurança e incerteza na produção, limitando a capacidade de resposta da oferta.

Quadro 1: Impactos nas minas de extração de cobre

Quadro 1: Impactos nas minas de extração de cobre
Fonte: Elaborado pelos autores (Telecam) – 2025

3. O Efeito Chile: Mudança no Fluxo de Compras

Com a instabilidade e o risco aumentado na extração em países como Indonésia e Cazaquistão, muitos players que historicamente dependiam do mercado asiático têm redirecionado suas compras para fontes mais estáveis.

Nesse cenário, o Chile se reafirma como o principal porto seguro. O país é o maior exportador de cobre do mundo, dominando a produção global. O aumento súbito na procura por cobre chileno, somado à demanda energética global e à oferta já apertada, impulsiona o preço em patamares recordes, afetando diretamente a cotação dos cabos Telecam no Brasil. Contudo, o país enfrenta o declínio do teor do minério e uma crise de escassez hídrica exacerbada por uma seca de uma década no deserto mais seco do mundo.

A escassez de água já afeta diretamente a produção; uma mina da BHP recebeu uma ordem para suspender o bombeamento de água subterrânea por três meses, e a Antofagasta alertou sobre a produção abaixo do esperado devido a restrições de abastecimento hídrico. Para garantir a sustentabilidade e o cumprimento das normas ambientais (ESG), mineradoras como a Anglo American (2022) estão investindo em água dessalinizada (a mina Los Bronces tinha previsão para ser abastecida a partir de 2025).

Embora esta seja uma medida vital para a operação de longo prazo, ela representa um aumento substancial nos custos de produção, que inevitavelmente se traduzem em um preço base mais alto para o cobre refinado. O aumento da procura por cobre chileno, redirecionada de fornecedores instáveis (Indonésia, Cazaquistão), exacerba os problemas de preço na fonte, pressionando ainda mais o mercado global (ANGLO AMERICAN, 2022).

🚀 A melhor estratégia é o planejamento

Diante desse panorama triplamente pressionado (demanda energética, oferta limitada e instabilidade na mineração), em que o preço do cobre não dá sinais de recuo, a melhor estratégia é o planejamento de seu estoque.

Mantenha seus estoques abastecidos com a qualidade Telecam para atender seus clientes sem interrupções.

Estamos aqui para apoiar o seu crescimento e garantir que você tenha o melhor produto com o máximo de previsibilidade. Conte com a Telecam para navegar por este momento do mercado!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANGLO AMERICAN (2022). Água dessalinizada para abastecer mina. Disponível em:

<https://www.brasilmineral.com.br/noticias/agua-dessalinizada-para-abastecer-mina>. Acesso: 10 dez. 2025.

IRENA.ORG (2024). Record Growth in Renewables, but Progress Needs to be Equitable. Disponível em:

<https://www.irena.org/News/pressreleases/2024/Mar/Record-Growth-in-Renewables-but-Progress-Needs-to-be-Equitable>. Acesso: 10 dez. 2025.

LME (2025). The London Metal Exchange. Disponível em:https://www.lme.com/. Acesso: 11 dez. 2025.

LU, Marcus; VENDITTI, Bruno; PARKER, Sam (2024). Charted: Copper vs. Oil Demand (1970-2040). Disponível em:

<https://www.visualcapitalist.com/charted-copper-vs-oil-demand-1970-2040/>. Acesso: 10 dez. 2025.

OSITA (2025), Jasper (2025. Copper vs Gold vs Oil – Why Copper Is the Tech Era’s New Inflation Hedge. Disponível em: <https://acy.com/en/market-news/education/copper-vs-gold-vs-oil-market-ai-technology-inflation-hedge-j-o-20251021-114604/>. Acesso: 10 dez. 2025.

S&P Global (2022). Looming Copper Supply Shortfalls Present a Challenge to Achieving Net-Zero 2050 Goals, S&P Global Study Finds. Disponível em: <https://press.spglobal.com/2022-07-14-Looming-Copper-Supply-Shortfalls-Present-a-Challenge-to-Achieving-Net-Zero-2050-Goals,-S-P-Global-Study-Finds>. Acesso: 10 dez. 2025.

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